Recepção no Aeroporto

Chegamos ao aeroporto num horário bem próximo do que estava marcado para a banda chegar, e já haviam cerca de 50 pessoas no local.

Depois de checarmos o painel de vôos, não foi difícil encontrarmos o terminal onde a banda sairia, e assim nos juntamos aos tantos fãs que já estavam presentes.

Chegando lá, descobrimos que algumas pessoas estavam organizando uma bela recepção, onde os fãs iriam entregar flores aos membros, cantar um pedaço de uma música e tentar tirar foto da banda junto ao grupo.

A espera foi longa, e a ansiedade de ver os ídolos aumentava a cada pessoa que saia pelo mesmo terminal. Algumas fãs não pararam de chorar durante todo o tempo, causando estranhamento em quem passava por ali. Haviam muitos seguranças, além de Staffs da Yamato, para impedir que algum dos integrantes se machucassem, ou até mesmo os fãs. Enquanto esperavam, os fãs brincaram, fizeram piadas e até cantaram.

E foi por volta das 13:00 horas que finalmente uma cabeleira loira foi avistada saindo do terminal. Era Yoshiki, que saia já filmando os fãs.

Apesar de tudo que havia sido combinado, a ansiedade dos fãs foi tanta que até se esqueceram de tudo, e saíram desesperados de encontro aos ídolos, tentando tirar fotos, pegar autógrafos e filmando. Algumas vezes também gritando ‘WE ARE X!’

Yoshiki, foi seguido de Pata, que estava com a barba branca, segundo alguns ‘parecendo o Mestre Miyagi’ (referência ao filme Katatê Kid), Heath, que estava de óculos escuros, fazendo sinal para os fãs e Sugizo em toda sua altura, e com a cabeleira vermelha o destacando dos outros. Entretanto, ninguém notou a presença de Toshi. Alguns disseram que vinha em outro vôo (pois tiveram problemas com as passagens), e alguns disseram que ele havia checado mascarado, por isso não tinha sido visto, mas ninguém sabe o que realmente aconteceu.

Durante todo o percurso dos portões até a vã, os fãs não deram espaço para os integrantes, que não tiveram tempo de dar tanta atenção aos fãs quanto gostariam. A energia no local era incrível, e até pudermos ver um pai que carregava sua pequena filha nos ombros, erguendo uma bandeira em homenagem à banda.

Após entrarem no veículo, a banda ainda esperou que todos entregassem seus presentes e finalmente seguiram em direção ao hotel.

Mas os fãs ainda se mantiveram reunidos dividindo experiências, checando fotos etc.

Havia sido um grande momento para todos, o que só aumentava a expectativa para o show do dia seguinte…


O Show

Logo ao chegar ao HSBC Hall, deu pra perceber que esse show seria diferente dos outros. Apesar do sol escaldante das duas horas da tarde, tanto a fila da pista VIP quanto a fila da Pista comum estavam tão cheias que chegavam a virar o quarteirão, quase encontrando uma a outra próximo à marginal. E as pessoas continuavam chegando.

Para amenizar o calor, porém, Yoshiki, o baterista, líder e novo apreciador de guaraná, decidiu que deveriam distribuir o delicioso refrigerante pela fila, e foi o que os staffs fizeram.
Claro, não podíamos esperar menos da primeira vinda do X-JAPAN ao Brasil, e tanto o público quanto a banda não fizeram feio.

Os portões deveriam se abrir às 16h00 horas, porém de uma banda cheia de integrantes perfeccionistas não podemos esperar nada além do que um ensaio ao ponto da exaustão. Com o X não foi diferente, pois o baterista Yoshiki achou que seria melhor passar ao menos oito vezes uma das músicas.

Assim, os portões acabaram se abrindo por volta das 18h00, sob pedidos do público cansado. E com o show não foi diferente.

O público adentrou a casa de show ansioso, tomando seus lugares o mais próximo possível das grades. Dava para sentir a expectativa pairando no ar, não apenas por parte do público, mas também da banda.

Lá dentro, pudemos ver todo um aparato preparado para a filmagem do show, que contava com câmeras em todos os cantos da casa, além de uma grua que passava por cima do público e outra em frente ao palco, que circularia de um lado ao outro. (Segundo informações, as duas primeiras músicas do show aparecerão num DVD sobre a turnê)

E foi com o Hall praticamente lotado que começou um dos shows de J-Rock mais esperados do país. Mas o que deveria ter começado às 18h00, começou apenas às 20h00.

Entretanto, o show que veio a seguir compensou toda a espera exaustiva, e tanto a banda quanto o público liberou toda sua energia para o mais incrível show que já tivemos por aqui.

Às exatas 20h00 horas as luzes se apagaram, revelando os bastões iluminados formando a letra X, ao som de gritos e aplausos e uma SE dramática. O primeiro a aparecer foi Yoshiki, que subiu na bateria, vestindo o clássico casaco vermelho sobre o peito nu, arrancando gritos de todos ali presentes. O show mais esperado havia finalmente começado. O baterista fez o sinal de X com os braços e acenou para o público. Em seguida entrou Heath, vestindo uma camisa branca sem mangas com babados na região do peito e um colete preto por cima. Depois vieram Pata, que vestia uma roupa florida um tanto chamativa, Sugizo vestindo um conjunto estampado de pele de cobra, com o peito nu aparecendo sob os colares, e por fim entrou Toshi que estava com camisa branca sob um terno azulado, com luvas pretas, óculos escuros com strass e um colar enorme, com o cabelo todo penteado para trás, exceto a franja. Quando a gravação de fundo anunciou o X-Japan, o som dos gritos aumentou e o baterista logo tirou o casaco vermelho, deixando mais a vista seu colar cervical preto, resultado de tantos anos tocando bateria com todas as suas forças.

Tomaram suas posições e abriram a setlist com “JADE”, uma das músicas mais novas da banda, que já começou agitando o público, que cantava toda a letra habilmente, o que deixou os integrantes muito felizes. Até mesmo Toshi, o sério vocalista da banda, chegava a esboçar um sorriso tímido. Logo na primeira música, a banda exibia as habilidades adquiridas ao longo dos anos, levando o público ao delírio. Também, desde a primeira começaram a fazer algo que continuaram por todo o show: jogar água nos fãs, deixando, é claro, as garrafinhas de recordação. Por volta do fim da música, Yoshiki chegou a ficar em pé no banco em que sentava para jogar duas de suas garrafas logo que as tirava da boca. Logo em seguida, Toshi ergueu o microfone, deixando apenas o público cantar… o primeiro momento arrepiante do show.
A música terminou, e logo o vocalista gritou “E aí, São Paulo?! Are you ready to rock?! Are you ready to Rock, Brazil?!”, recebendo ainda mais gritos como resposta.

A segunda da setlist foi “Rusty Nail”, música que marcou o retorno da banda. Mais uma vez, o público foi à loucura, cantando a plenos pulmões as letras já tão conhecidas. Por isso, diversas vezes durante essa música, Toshi erguia o microfone para que os fãs cantassem o refrão, sempre tentando esconder o sorriso.

A música seguinte foi “Silent Jealousy”, que começou com Yoshiki ao piano. O início da música foi cantado à capella por Toshi, e por todas as pessoas que estavam lá presentes. “Silent Jealousy” também contou com ótimos solos dos guitarristas.

A quarta música do show foi “DRAIN”, que começou com o vocalista pedindo aos fãs que batessem palmas no ritmo da música. Yoshiki não ficou na bateria nessa música. Mais ou menos no meio, Heath foi para o outro lado do palco, como sempre, arrancando suspiros das fãs.

Em seguida, foi a vez de Sugizo brilhar ao fazer um longo solo no violino, com muitas poses e dramaticidade, onde ainda tocou uma parte da música brasileira “Chega de Saudade”, de Tom Jobim. (O guitarrista já havia dito em seu Facebook ser muito fã da música brasileira). Assim, ao fim de quase 8 minutos de solo, Yoshiki entrou para começar seu próprio solo ao piano. Foram 3 minutos de solo, até Sugizo finalmente acompanhá-lo com o violino e tocarem a introdução da quinta música do show: “Kurenai”.

Ao término da parte lenta e início da parte rápida, o canto do público ecoou por todo o local, como se fosse um modo de mostrar apreciação pelos incríveis solos apresentados. Mas durante a música, houve outros momentos marcantes, como o solo de Pata, que empolgou bastante os fãs e quando Toshi ergueu mais uma vez o microfone para ouvir o público cantar.
No fim da música, Yoshiki se dirigiu ao piano novamente e tocou algumas notas suaves antes de um rápido MC do vocalista: “Essa é nossa nova música! Vamos ficar completamente loucos!”. “Vamos quebrar tudo!!! Born to be Free!!!”, disse em português, anunciando a sexta música.

Durante “Born to Be Free”, Sugizo se aproximou de Pata que estava no outro canto do palco, tocando uma pequena parte juntos, enquanto os fãs gritavam “Hey! Hey! Hey!”, seguindo a liderança de Toshi. Na parte lenta, mais pro fim da música, Yoshiki voltou ao piano para acompanhar o vocalista e o público. Apenas o piano e as vozes. Toshi surpreendeu o público com os alongamentos vocais que fez, tornando este mais um momento especial.
Então, enquanto tocavam as notas finais da música, o vocalista anunciou “Na bateria… Yoshiki!”, e este começou um solo do instrumento, arrancando gritos e vivas da plateia. Após cerca de um minuto, Yoshiki se levantou e foi até o piano, sentando-se em cima do instrumento. Depois desceu, tocou algumas notas de “Für Elise” de Beethoven, sob gritos de ‘Yoshiki! Yoshiki!”, e voltou à bateria para terminar seu solo.

Ao terminar, foi mais uma vez ao piano e tocou uma introdução do que o público logo percebeu ser a sétima música do show, “I.V.”. Toshi então entrou no palco e gritou “Deixem-me ouvi-los gritar!” e depois disse em português “Tá foda! Tá foda!”, arrancando ainda mais gritos dos fãs. Nesse exato momento, algumas fãs jogaram aos pés do vocalista uma bandeira do Brasil com o logotipo da banda ao centro, que haviam costurado durante horas na fila. Ele logo a pegou e ergueu para todos verem, e gritou mais uma vez “Tá foda!”. Foi a vez de Yoshiki descer para perto de Toshi e ajudá-lo a segurar a bandeira, cada um em uma ponta. E então gritou “Brasil!”. Toshi então pendurou a bandeira no ombro e começou a chamar os fãs para cantarem o refrão da música lentamente.

Porém, acabando com o clima dramático do momento, Yoshiki tirou o microfone das mãos de Toshi e gritou “WE ARE! WE ARE!”, recebendo um “X!!!” como resposta do público.

E depois de pegar mais uma bandeira do Brasil no chão do palco, Toshi continuou puxando o refrão de “I.V.”, mas novamente a atenção foi tirada por Yoshiki que pegou uma das bandeiras e a pendurou na cintura, como uma canga.

Como para não decepcionar o vocalista, o público continuou cantando o refrão, praticamente à capella, cada vez mais alto. Aparentemente a emoção foi tanta, que Toshi chegou a derrubar o microfone no chão, mas mesmo assim os fãs não pararam de cantar, apesar do vocalista ter ficado bastante constrangido.

Quando a parte mais pesada da música finalmente começou, Toshi pendurou a bandeira próxima ao piano de Yoshiki e começou a cantar. Apenas nessa parte reparei que Heath já estava sem camisa, para a felicidade das fãs. (Quando terminou a música anterior, Heath foi para o fundo do palco, acredito que ele tenha tirado a camisa neste momento).
O back-vocal de “I.V.” não foi feito apenas com playback, mas Sugizo também estava cantando.

Já no finzinho da música, enquanto Sugizo arrasava nas últimas notas “divando”, Toshi gritou “Essa é a música de vocês! We are! We are!”. E repetiu inúmeras vezes, seguindo com um “vocês são os melhores, me mostrem o que podem fazer!”. E por fim gritou o nome da oitava música do show, “X”, provavelmente uma das mais esperadas. Os fãs tentavam pular o máximo possível.

Como sempre, no refrão da música, todos pulavam ao cantar “X”. Uma visão incrível pela quantidade de pessoas no local. E na parte do solo de guitarras, Sugizo e Pata se uniram no centro do palco para tocar. Enquanto tocavam, Toshi apresentou os membros da banda, inclusive “Nas guitarras, hide!”.

No meio da música, ainda houve uma pausa para gritarem “We are… X! You are… X!”, e Yoshiki sair da bateria e gritar também, além de jogar garrafas de água na plateia, enquanto o próprio vocalista ia até a bateria para tocar algumas batidas no ritmo do coro. Nesse momento, Yoshiki desceu até a grade da pista VIP para puxar os gritos, enquanto Heath se ajoelhava no chão e os guitarristas tocavam notas agudas. Finalmente, o líder voltou à bateria, trocando de lugar com Toshi, e a música recomeçou, agora para sua parte final. Sugizo, Pata e Heath se uniram mais uma vez no centro do palco para tocarem o solo final, e Toshi, atrás deles, erguia a bandeira do Brasil. Por fim, enquanto Yoshiki dava as últimas batidas, Toshi disse “Amamos vocês” em português, seguido de “We Love you!”.

Por sorte, em seguida veio o intervalo para o encore, pois “X” teve cerca de 10 minutos de duração de pura energia e força, tanto por parte da banda quanto do público. Assim, muitos fãs se sentaram no chão para esperar a parte final, enquanto preparavam a surpresa do dia.
O Encore em si começou com Yoshiki entrando com um Kimono vermelho aberto, junto com Toshi. Eles ergueram uma bandeira meio brasileira, meio japonesa e deram voltas no palco. Em seguida, o baterista foi até seu piano e estendeu a mesma bandeira sobre o instrumento e se sentou, começando um MC. Muitos fãs já estavam com bexigas vermelhas e amarelas em mãos. “Obrigado por virem”, ele disse em português. Então se virou e pegou algo das mãos de um staff. Era uma latinha de Guaraná Kuat. “Amo… Guaraná?”, ele disse incerto, ainda em português, e quando viu que todos adoraram, repetiu a frase, dessa vez gritando e riu, tomando um gole do refrigerante. O público então começou a gritar “Guaraná! Guaraná! Guaraná!”, fazendo o baterista rir mais uma vez.

“Muitíssimo obrigado por estarem aqui”, ele continuou, “estivemos esperando por esse momento por um maldito tempo tão longo. Bem… quando eu estava twittando, os brasileiros me enviavam as mensagens mais apaixonadas… Enfermeiras. Isso foi brincadeira… ok.”, disse arrancando muitos risos da plateia.

“Então… Bem…O X-JAPAN se separou a muito tempo atrás, há quase 20 anos. Então, nós… hm… dissemos adeus ao hide…”. Ao ouvir isso, os fãs começaram a fazer um coro com o nome do ex-guitarrista, deixando o baterista bastante emocionado. E ele continuou: “Também, recentemente tivemos que dizer adeus ao Taiji…”, que também foi seguido por um coro. “Mas em nossos corações e espíritos, nós estamos tocando juntos. Com vocês e conosco, nós podemos tocar juntos. Por causa de vocês, nós ainda estamos tocando. Então, nós estaremos tocando… NÓS ESTAREMOS TOCANDO! NÓS IREMOS BALANÇAR O MUNDO!!!”. Os fãs aplaudiram muito e então começou o típico “WE ARE… X! EU NÃO CONSIGO OUVI-LOS! NÓS SOMOS… X!”, diversas vezes.

Yoshiki que havia se levantado no calor do momento, voltou a se sentar e começou a tocar o piano. Era a 9ª música do show, a que fez a maioria das pessoas chorar, “Forever Love”. Os fãs aplaudiram e gritaram antes de começarem a cantar a letra como se fossem um só. Logo, Toshi começou a cantar também e o público aplaudiu novamente. Mesmo ao ouvir o coro, podíamos perceber as vozes trêmulas de muitos que choravam, em mais um momento especial do show. Até mesmo a voz do vocalista falhou em algumas partes devido à emoção.
Infelizmente a música não foi tocada por inteiro por ser tão longa, mas ao final do coro, o vocalista agradeceu em português, sob mais uma chuva de aplausos emocionados.

Mais uma vez ouviram-se as notas do piano, quando Yoshiki emendou com a penúltima e décima música do show, “Endless Rain”. Foi um dos momentos mais esperados, pois os fãs haviam preparado uma homenagem ao ex-guitarrista, hide, para essa parte.

Toshi subiu ao palanque do piano, e ficou próximo ao baterista. O público começou a acompanhar a canção com palmas e mais uma vez cantou as letras habilmente, e os três membros restantes sentaram-se nos degraus do palanque da bateria, observando os fãs.

Foi nítida a emoção nos rostos dos integrantes quando, no solo, viram centenas de bexigas vermelhas e amarelas subirem pela casa de shows.

Mesmo no fim, quando Yoshiki parou de tocar o piano, o público continuou cantando, numa belíssima demonstração de amor pela banda, mais uma vez acompanhando com palmas. Enfim, Yoshiki tocou e Toshi cantou as últimas notas da música. O vocalista sorriu emocionado para o público e acenou, como se agradecesse por um momento tão lindo. E mais uma vez se retiraram do palco.

Ao voltar, Yoshiki estava com um casaco branco leve, e se dirigiu ao piano para tocar a introdução longa e intensa de “Art of Life”, a última música do show. Foi um momento tão apaixonado que Yoshiki parecia estar transbordando todas as suas emoções para o piano, batendo, se jogando e, ainda assim, tocando lindamente. Foram mais de 4 minutos de solo.

Então, enquanto ele voltava para a bateria e tirava o casaco, os outros integrantes entraram no palco. Sugizo agora vestido totalmente em preto.
E começaram a tocar a parte mais pesada da música, mais uma vez com os fãs cantando a letra completa. Foi um momento para fechar o show com chave-de-ouro, principalmente a nota final de Toshi, com a frase “In my life”.

Os integrantes ficaram parados no palco, enquanto os fãs aplaudiam o incrível show. Yoshiki estava jogado no chão ao lado da bateria.

Assim começaram a se despedir do público ao som de “Tears” de fundo, colocando seus instrumentos de lado e acenando, jogando palhetas e baquetas e se aproximando da beirada do palco. Toshi jogou diversas garrafinhas de água, aparentando estar bastante feliz.

Sugizo ainda tirou foto do publico, e depois todos os integrantes fizeram o mesmo, posando para uma foto oficial, com os fãs atrás, fazendo sinal de ‘X’ com os braços. Os fãs cantavam a música de fundo, e continuaram cantando quando “Tears” foi trocada por “Forever Love”.

Após a foto em grupo, os integrantes deram o pulo final e acenaram mais uma vez.

Poderia ter terminado assim, mas não para Yoshiki que foi até a grade da pista VIP (exatamente onde algumas fãs seguravam um cartaz dizendo ‘pule aqui’) e se lançou sobre os fãs enlouquecidos. A primeira tentativa não obteve muito êxito, então ele fez novamente. Se jogou sobre o público, todos tentando encostar ao menos um pouco em seu ídolo. O baterista sorria abertamente, e quando foi puxado de volta ao palco pelos seguranças, estava nítido que estava cheio de arranhões, e até sua gargantilha havia sido levada pelo mar de mãos. Mas ele estava feliz, e ainda pediu o coro de ‘We are… X!” algumas vezes.

Pra finalizar, Yoshiki recolheu a bandeira do Brasil com o logo da banda ao centro e a ergueu, e depois agradeceu, fazendo reverência ao público.

E assim terminou o show mais esperado pelos fãs de J-Rock.

Apesar de alguns acreditarem que o local era pequeno demais e a acústica não era boa o suficiente para um show tão poderoso como o do X JAPAN, com certeza será um evento que ficará na mente dos fãs para sempre.

 

Live Report por Mariana Lambert

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